quinta-feira, 19 de junho de 2014

Lembranças.

           Lembranças. Doces e amargas lembranças. Cruéis e adoráveis. Amáveis e desprezíveis. Todos possuímos lembranças: algumas ruins, outras boas, outras péssimas. Algumas levamos para toda a vida, e, embora não gostamos de admitir, carregamos sim, as ruins.
A lembrança de um beijo que deveria ter dado; a lembrança de um amor mal resolvido; a lembrança de uma traição, etc. Nós as levamos na alma; no nosso profundo ser. Queremos tê-las? Não. Queremos esquece-las? Sim. Logicamente. Por favor.

           Peço a ti, oh glorioso vento, peguei todas as lembranças e inúteis e leveis para longe de mim. Jogai todas no profundo e escuro abismo. Que teu poder não as deixe voltar e atormentar-me novamente. Que teu sopro forte fazei com que elas vão para a escuridão. Que tua força as transforme em migalhas, e que tais migalhes jamais se reconstruam. 
Esqueça-me. Tire-me de tua mente
Não me procures, pois lá não estarei mais.
Deixe-me viver;
viver intensamente vida. 

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