Quisera eu saber voar
Para longe daqui eu iria
Sem ter com o que preocupar
Sem ter com o que sofrer.
O escuro me fascina;
O medo me arrepia;
A solidão eu aprecio.
Quisera eu ser poeta e,
Um dia estar
Numa bela poesia entrar
onde a imaginação não me deixará.
Onde meus medos não me perturbará;
Onde os problemas não vão me alcançar;
Onde o sofrimento não me beijará.
E comigo, finalmente,
ele não estará. - Jhonata; D. 18/06/2014.
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| Invoque a si mesma. Invoque sua essência. Seja quem você é; transmita auto-confiança. |
Certo dia, uma jovem e bela garota me viu escrevendo um texto em uma folha no banco de uma praça. O dia estava nublado; a grama estava verde; a praça solitária, tomada por um silêncio admirável. A garota sentou-se ao meu lado e leu um trecho do meu texto. Imediatamente ela me perguntou: "Por que você gosta de escrever? Isso é chato e cansativo". Após ouvir o comentário da jovem, guardei meu papel amassado e minha caneta quase sem tinta. Virei-me para ela e a encarei. Disse: "Eu escrevo para me conhecer". Como já imaginava, ela ergueu uma sobrancelha. Logo me apressei a complementar minha fala. "Desde novo, minha vó me dizia uma coisa: quando estiver com um problema ou com uma alegria extrema, pegue uma folha e uma caneta, em seguida, deposite na folha tudo que te deixou triste; feliz; amargurado... tudo! Escreva tudo! Depois leia. Mesmo sabendo o que escreveu, leia tudo. Veja os detalhes nas vírgulas; veja o fim e o recomeço no ponto final; responda a pergunta do ponto de interrogação; e por fim, chegue ao final com total sabedoria sobre si mesmo. Desde aquele dia, segui o conselho dela. No entanto, não escrevo apenas sobre minha vida. Escrevo sobre a vida!". Não esperava, mas ela estava realmente prestando atenção no que eu dizia. Segurei-lhe a mão e disse-lhe: Minha doce, jovem. Escreva. Escreva errado. Escreva certo. Escreva freneticamente. Não edite tudo enquanto estiver escrevendo, pois se o fizer, as palavras vão desaparecer de sua mente, e você terá que parar ali mesmo. Então escreva. Escreva errado! Escreva como quiser, mas... escreva! Depois leia e finalmente edite. Mas, primeiramente, escreva tudo o que vem a mente, sem tempo para apagar o errado. O errado se repara, mas a imaginação não se reconstrói como antes.
Entreguei-lhe minha folha e minha caneta. Ela virou ao contrário, onde estava limpo, e pôs em prática meu conselho: escreveu errado. Editou depois.
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