sexta-feira, 27 de junho de 2014

Vou-me embora para longe
Para longe irei
Pelo medo não me abaterei
Pela dor não sofrerei.
Lagrimas escorrendo
Molhando o papel amassado.
Palavras sem sentido
Misturadas a um coração detido.
Sou poeta
Mas poesia não faço
Palavras por acaso,
saem com atraso.
Das palavras me alimento
Das tristezas me arrependo
Dos finais me contenho
Mas nele um dia chegarei
E nesse dia contento estarei.

- Jhonata; D. 27/06/214  

Quem vale a pena, vai saber apreciar e dar valor,
quem não,
vai embora eventualmente. 

           O amor é abstrato e fugaz. Não se pode confiar em um sentimento que na primeira decepção ele se esvai. Não se pode confiar em um sentimento que dá ao outro o poder de nos ferir. Não se pode confiar e crer em um sentimento que não existe. 
          Não sou um descrente dos sentimentos, mas não creio que algum pode mudar totalmente sua forma de viver e ver o mundo. Nada muda. O mundo não muda. As pessoas não mudam. É você, você muda. Contudo, não se apavore, por mais que tente e queira mudar, sua essência em si sempre permanecerá. Não importa o quanto tente, ninguém é capaz de mudar ninguém, nem a si mesmo. 
        Quando se está no útero da mãe, naquele momento sua essência já está sendo criada. Ela pode modificar com os ensinamentos que receberá, mas jamais mudar totalmente. Seja quem você é. Não tente mudar por ninguém. A não ser por si mesmo. Ninguém vale tanto. Nem mesmo você. 


quinta-feira, 19 de junho de 2014

Escreva.

Quisera eu saber voar
Para longe daqui eu iria
Sem ter com o que preocupar
Sem ter com o que sofrer.
O escuro me fascina;
O medo me arrepia;
A solidão eu aprecio.
Quisera eu ser poeta e,
Um dia estar
Numa bela poesia entrar
onde a imaginação não me deixará. 
Onde meus medos não me perturbará;
Onde os problemas não vão me alcançar;
Onde o sofrimento não me beijará.
E comigo, finalmente,
ele não estará. - Jhonata; D. 18/06/2014.

Invoque a si mesma.
Invoque sua essência.
Seja quem você é;
transmita auto-confiança. 

         Certo dia, uma jovem e bela garota me viu escrevendo um texto em uma folha no banco de uma praça. O dia estava nublado; a grama estava verde; a praça solitária, tomada por um silêncio admirável. A garota sentou-se ao meu lado e leu um trecho do meu texto. Imediatamente ela me perguntou: "Por que você gosta de escrever? Isso é chato e cansativo". Após ouvir o comentário da jovem, guardei meu papel amassado e minha caneta quase sem tinta. Virei-me para ela e a encarei. Disse: "Eu escrevo para me conhecer". Como já imaginava, ela ergueu uma sobrancelha. Logo me apressei a complementar minha fala. "Desde novo, minha vó me dizia uma coisa: quando estiver com um problema ou com uma alegria extrema, pegue uma folha e uma caneta, em seguida, deposite na folha tudo que te deixou triste; feliz; amargurado... tudo! Escreva tudo! Depois leia. Mesmo sabendo o que escreveu, leia tudo. Veja os detalhes nas vírgulas; veja o fim e o recomeço no ponto final; responda a pergunta do ponto de interrogação; e por fim, chegue ao final com total sabedoria sobre si mesmo. Desde aquele dia, segui o conselho dela. No entanto, não escrevo apenas sobre minha vida. Escrevo sobre a vida!". Não esperava, mas ela estava realmente prestando atenção no que eu dizia. Segurei-lhe a mão e disse-lhe: Minha doce, jovem. Escreva. Escreva errado. Escreva certo. Escreva freneticamente. Não edite tudo enquanto estiver escrevendo, pois se o fizer, as palavras vão desaparecer de sua mente, e você terá que parar ali mesmo. Então escreva. Escreva errado! Escreva como quiser, mas... escreva! Depois leia e finalmente edite. Mas, primeiramente, escreva tudo o que vem a mente, sem tempo para apagar o errado. O errado se repara, mas a imaginação não se reconstrói como antes.
         Entreguei-lhe minha folha e minha caneta. Ela virou ao contrário, onde estava limpo, e pôs em prática meu conselho: escreveu errado. Editou depois. 



Lembranças.

           Lembranças. Doces e amargas lembranças. Cruéis e adoráveis. Amáveis e desprezíveis. Todos possuímos lembranças: algumas ruins, outras boas, outras péssimas. Algumas levamos para toda a vida, e, embora não gostamos de admitir, carregamos sim, as ruins.
A lembrança de um beijo que deveria ter dado; a lembrança de um amor mal resolvido; a lembrança de uma traição, etc. Nós as levamos na alma; no nosso profundo ser. Queremos tê-las? Não. Queremos esquece-las? Sim. Logicamente. Por favor.

           Peço a ti, oh glorioso vento, peguei todas as lembranças e inúteis e leveis para longe de mim. Jogai todas no profundo e escuro abismo. Que teu poder não as deixe voltar e atormentar-me novamente. Que teu sopro forte fazei com que elas vão para a escuridão. Que tua força as transforme em migalhas, e que tais migalhes jamais se reconstruam. 
Esqueça-me. Tire-me de tua mente
Não me procures, pois lá não estarei mais.
Deixe-me viver;
viver intensamente vida.