sexta-feira, 3 de abril de 2015

Finalmente!... será?

O amor não existe, mas creem nele para prender-se a algo e matar-se aos poucos. Aquele que você lhe dá seu "amor", tem, em suas mãos, a chance de destruí-lo com uma facilidade extrema. Reflita! 

       Tentei, desesperadamente, fazer, ao menos uma vez, um texto legal sobre nós. Mas a cada texto, cada palavra, cada verso... cai sobre o papel amassado, uma lágrima. Meus olhos ardem por falta de lágrimas para umedecê-los ou será por olhar suas/nossas fotos? Não sei, mas pouco importa, seu fantasma para longe irá, finalmente você desaparecerá. Ou não...   
       Encontro-me desesperado. Com anseios, aspirações, duvidas. Encontro-me em um território estranho, desvantajoso para mim. Realmente mereço? Não creio que sou tão ruim a ponto de merecer tamanha solidão. Ou talvez sim, no meu silêncio, encontro minha paz, penso em mim de inúmeras formas, observando de ângulos diferentes. O gosto amargo de seus lábios ainda paira na minha boca; as lembranças de nossos encontros ainda giram na minha memória, gritando dentro da minha cabeça, dilacerando meu ser, pedindo para sair.  A nossa relação unilateral permanece em mim, queimando minha alma, apagando meu orgulho, destruindo minha realidade.
          Sou um zumbi da sociedade. Tornei-me frio e para mim, não vejo mal sobre isso, talvez, seja apenas uma espécie de barreira, uma muralha, levantada inconscientemente por mim para esperar aquele que irá derruba-la, no entanto, não imagino ser algo fácil. Juntei minhas forças nessa barreira de espinho, traga sua melhor armadura. 
Transformastes-me em um fantoche
puxado por suas mãos calejadas,
arruinadas, destruídas...
tudo que você toca, desintegra-se
deixei, mesmo sabendo, você me destruir.
Bagunçastes minha vida assim como a sua está bagunçada,
traíra minha alma assim como a sua,
amassara  meu coração assim como fizestes com o seu.
Jamais renuncie sua liberdade,
caso o faça,
deixará de ter essência de ser humano.

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