quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Beco.

Avisto à frente, um beco sujo e solitário.
Olhei para seu interior escuro,
a quietude me encheu,
a escuridão me abraçou.
Oh, acredite-me, jamais pensei que meu refúgio seria em um beco
Jamais pensei que terminaria assim,
mas ali, percebo que não terminarei assim,
ali, naquele beco, minha história começaria.
Eu iria começar a viver.
Eu nunca tive amigos ou mãos que me acariciasse
mas vejam só, quando menos se espera, um amigo aparece.
Anseio jamais deixa-lo, meu querido beco...
Algo acontece...
Onde fostes parar tu, meu beco
Volte para mim, abraça-me fortemente
Façamos nossa solidão uma,
criemos nossa quietude e nossa própria luz.
Por mais que eu ande, não chego até você.
Como és dura minha caminhada longa e por tempo indeterminado.
Por você caminharei, passarei por altos e baixo
Quando por fim lhe encontrar, talvez eu o deixe partir.
Pois assim  somos nós, os seres humanos,
almejamos o que não podemos ter,
jogamos fora o que conseguimos.
Independente disso, um dia chegarei a ti.
Ergo minhas mãos e tento tocar-te... 
Tocar-te almejo infinitamente;
abraçar-te desejo extremamente;
ao seu lado,
ficar eternamente. 

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