sábado, 5 de julho de 2014

Pássaros.



           Hoje eu estava deitado sobre o gramado seco, quase sem vida. Acima de mim, uma árvore; grande e majestosa. Observava o céu. Olhava como as nuvens passeavam sob ele e formavam animais brancos e grandes. Fiquei imaginando como é possível tamanha perfeição. Queria teletransportar-me para longe. Queria caminhar sobre as nuvens... 
           Até que, em questões de segundos, fui lançado de volta para a realidade - um lugar no qual eu não gosto de ficar. O som. O som das asas batendo. Pássaros. Incríveis criaturas. Tão simples... tão inocentes... tão frágeis. Porém, há algo neles que eu invejo. O poder de voar. Quando tudo estiver ruim, os pássaros voam para longe. Procuram um lugar melhor. Quando faz frio, voam para um lugar quente. Se transportam do ruim para o bom. Do detestável para o adaptável. 

Quisera eu saber voar
e com eles para longe ir
as imperfeição não aturar;
as indecisões não aguentar;
o detestável não imaginar;
o adaptável me enquadrar.
A insanidade daqueles denominados loucos
para perto deles eu iria
e com eles me sentir confortável,
com eles me sentir em família.
Quero voar para longe
quero deixar o frio e sentir o calor.
Quero deixar o ódio, a angustia, o rancor,
sentir... eu só quero sentir.
Ao menos uma vez na vida
Eu quero sentir a paz.
Com o bater de minhas asas,
o poder da imaginação
para longe iria com
 tamanha emoção. 

Para longe fui
não ouse me procurar
com minhas asas voei
finalmente me encontrei. 

4 comentários:

  1. Quem dera poder ter asas para voar infinito, fugir daqui. Gostei da escrita libertadora, voltarei

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  2. Os pássaros são sublimes!!! Eles tem algo que os seres humanos nunca terão: a verdadeira liberdade! E somos tão egoístas que nos apoderando desse poder, limitamos seu ambiente de vida!
    Belo texto, como sempre, ótima escrita meu menino!

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