Incontáveis vezes me perdi. Ansiei por seu toque. Transformei-me naquilo que sempre odiei. Observava nossa relação, e quando ia contar a minha melhor amiga, notei que só falava no plural: Nós fomos até a estação de trem às 10h30 e nos beijamos loucamente; nós fomos a sorveteria e tomamos um sorvete de chocolate; nós, nós, nós... Hoje falo apenas no singular: eu, eu, eu...
Virei aquilo que você quis, e quando o pedi para se tornar aquilo que eu quis, você se rejeitou e soltou-se de meus braços, fiquei ancorada no passado e na ilusão, sonhando por aquele ultimo beijo que nunca foi dado, sonhado pela pele que nunca mais tocarei, sonhando com o seu cheiro, aquele que inúmeras vezes inalei e que, por obra da sua teimosia ou da minha falta de amor próprio, nunca mais irei senti-lo, cheira-lo. Seu perfume, juntamente com o seu cheiro natural, que constantemente ficava impregnado no meu travesseiro, eis algo que nunca mais irei sentir. Seus cabelos, incrivelmente lindos, naturalmente arrumado... nunca mais irei bagunçá-los.
Escrevo aqui, mágoas afogadas, memória inadequadas, momentos banais... Levo no meu ser sua falta de atenção para comigo. Jamais imaginei-me apaixonada, até conhecê-lo. Jamais imaginei-me fria, até perdê-lo.
Pareço uma daquelas clichês garotas, das quais sempre ri, tive pena... Acha-me emocional? Pois bem, ao ler a notícia de hoje cedo, perceberá que no fundo, toda essa paixão era apenas uma máscara. "Diego, morto a facadas na madrugada do dia 27/09/2011". Eis a beleza, "morto", o quão grandiosamente és essa palavra, não?! O quão grandioso é seu significado. O quão grandioso é o sentimento de perda que todos vão sentir.
Esclareço, por meio desta carta, que eu o amei incondicionalmente, mas tal sentimento jamais foi retornado. Se não comigo, com ninguém ele ficará. Não me resta mais alegrias, sei que um dia irei encontrá-lo. Todos esses momentos citados acima, não se passam de meras ilusões, meros momentos criados por uma mente fértil.
Percebo que nada me resta. Nada pode me surpreender ou me alegrar ou entristecer-me. Ao fim desse dia, tomarei meu vinho suave como sempre, fumarei os últimos 5 cigarros, me masturbarei pela última vez. A corda, o banco, a árvore já estão em seus devidos lugares. Aprontarei-me para selar o beijo com a morte. Pegue-me, e leve-me para junto de meu amado.
Virei aquilo que você quis, e quando o pedi para se tornar aquilo que eu quis, você se rejeitou e soltou-se de meus braços, fiquei ancorada no passado e na ilusão, sonhando por aquele ultimo beijo que nunca foi dado, sonhado pela pele que nunca mais tocarei, sonhando com o seu cheiro, aquele que inúmeras vezes inalei e que, por obra da sua teimosia ou da minha falta de amor próprio, nunca mais irei senti-lo, cheira-lo. Seu perfume, juntamente com o seu cheiro natural, que constantemente ficava impregnado no meu travesseiro, eis algo que nunca mais irei sentir. Seus cabelos, incrivelmente lindos, naturalmente arrumado... nunca mais irei bagunçá-los.
Escrevo aqui, mágoas afogadas, memória inadequadas, momentos banais... Levo no meu ser sua falta de atenção para comigo. Jamais imaginei-me apaixonada, até conhecê-lo. Jamais imaginei-me fria, até perdê-lo.
Pareço uma daquelas clichês garotas, das quais sempre ri, tive pena... Acha-me emocional? Pois bem, ao ler a notícia de hoje cedo, perceberá que no fundo, toda essa paixão era apenas uma máscara. "Diego, morto a facadas na madrugada do dia 27/09/2011". Eis a beleza, "morto", o quão grandiosamente és essa palavra, não?! O quão grandioso é seu significado. O quão grandioso é o sentimento de perda que todos vão sentir.
Esclareço, por meio desta carta, que eu o amei incondicionalmente, mas tal sentimento jamais foi retornado. Se não comigo, com ninguém ele ficará. Não me resta mais alegrias, sei que um dia irei encontrá-lo. Todos esses momentos citados acima, não se passam de meras ilusões, meros momentos criados por uma mente fértil.
Percebo que nada me resta. Nada pode me surpreender ou me alegrar ou entristecer-me. Ao fim desse dia, tomarei meu vinho suave como sempre, fumarei os últimos 5 cigarros, me masturbarei pela última vez. A corda, o banco, a árvore já estão em seus devidos lugares. Aprontarei-me para selar o beijo com a morte. Pegue-me, e leve-me para junto de meu amado.
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| Devo rezar por minha alma; mas será que eu tenho? É muita pergunta sem resposta, meu futuro é incerto, minha existência é desleal, meu medo irreal. Meu sangue em minhas mãos está, minha vida longe estará. |
