Um sentimento paradoxal, que muitos não entendem, já que
para muitos, meu caro, a concepção do amor é dita como a união de todos os
sentimentos bons, magníficos, perfeitos e mágicos. Rá Rá! Pobre criaturas.
Após nos conhecermos sob aquele poste de luz fraca, convidei-a para tomar uma bebida. Fomos ao bar mais próximo. Pedi uma cerveja e ela pediu um refrigerante. Perguntei-lhe se não gostaria de um pouco de álcool, pois isso lhe cairia bem, assim como a alça de seus vestido caia-lhe sobre os ombros, deixando aquela pele pálida nua. Incrível criatura, pensei, como pode ser tão linda e estonteante?
Perguntas, meu senhor, perguntas. São nossos questionamentos que nos tornam diferentes dos animais, pois se não tivéssemos tal poder, estaríamos em pé de igualdade com eles, afinal, agressividade não nos sobram. Porem, ao contrário deles, atacamos não para nos defendermos, atacamos por sermos mesquinhos.
“Eu precisava respirar um pouco de ar fresco, meu querido. Minha vida está uma bagunça! Minha mãe quer me desposar com um homem que não amo, que não conheço. É tudo parte de seu plano maligno, afinal, dinheiro não lhe falta, mas a minha mãe sim. – Ela limpou a lágrima que escorreu pelo desenho de seu nariz."
“Pobre garota. – Coloquei minha mão sobre a dela e acariciei seus dedos. – Não vou dizer que te entendo, pois sabes que não. Está me dizendo que fugiu de casa? Lembre-se, você ainda é menor de idade...”
O senhor ri? Como ousa? Estou lhe contando algo e caçoa da minha cara de frente para ela. Cara de pau! (Jogava os braços para o alto). Permita-me continuar, sim? “...bem, minha linda. Diga-me, tem para onde ir? Caso não tenha, se quiser, pode vir ficar na minha casa por essa noite. Bem, pelas suas belas roupas e sua pele lindamente limpa, acredito que mora em uma bela casa, que não deve estar acostumada a ficar na casa de um pobre homem bêbado e sem trabalho. Caso não queira, diga-me imediatamente e eu a deixarei para jamais voltar a vê-la. Prometo." – Levantei a mão.
Ela pulou em meu pescoço e me abraçou tão forte que quase cai para trás e perdi o ar.
“Meu jovem homem, quão bondoso és. Que a vida lhe dê em dobro toda a bondade e generosidade que tens com as pessoas. Logo a nós, humanos, pobres mortais que só pensam em consumir e destruir. Irei para sua casa, não me importo com o estado de sua residência, só quero me afastar daquelas... pessoas. – bufou.”
Após nos conhecermos sob aquele poste de luz fraca, convidei-a para tomar uma bebida. Fomos ao bar mais próximo. Pedi uma cerveja e ela pediu um refrigerante. Perguntei-lhe se não gostaria de um pouco de álcool, pois isso lhe cairia bem, assim como a alça de seus vestido caia-lhe sobre os ombros, deixando aquela pele pálida nua. Incrível criatura, pensei, como pode ser tão linda e estonteante?
Perguntas, meu senhor, perguntas. São nossos questionamentos que nos tornam diferentes dos animais, pois se não tivéssemos tal poder, estaríamos em pé de igualdade com eles, afinal, agressividade não nos sobram. Porem, ao contrário deles, atacamos não para nos defendermos, atacamos por sermos mesquinhos.
“Eu precisava respirar um pouco de ar fresco, meu querido. Minha vida está uma bagunça! Minha mãe quer me desposar com um homem que não amo, que não conheço. É tudo parte de seu plano maligno, afinal, dinheiro não lhe falta, mas a minha mãe sim. – Ela limpou a lágrima que escorreu pelo desenho de seu nariz."
“Pobre garota. – Coloquei minha mão sobre a dela e acariciei seus dedos. – Não vou dizer que te entendo, pois sabes que não. Está me dizendo que fugiu de casa? Lembre-se, você ainda é menor de idade...”
O senhor ri? Como ousa? Estou lhe contando algo e caçoa da minha cara de frente para ela. Cara de pau! (Jogava os braços para o alto). Permita-me continuar, sim? “...bem, minha linda. Diga-me, tem para onde ir? Caso não tenha, se quiser, pode vir ficar na minha casa por essa noite. Bem, pelas suas belas roupas e sua pele lindamente limpa, acredito que mora em uma bela casa, que não deve estar acostumada a ficar na casa de um pobre homem bêbado e sem trabalho. Caso não queira, diga-me imediatamente e eu a deixarei para jamais voltar a vê-la. Prometo." – Levantei a mão.
Ela pulou em meu pescoço e me abraçou tão forte que quase cai para trás e perdi o ar.
“Meu jovem homem, quão bondoso és. Que a vida lhe dê em dobro toda a bondade e generosidade que tens com as pessoas. Logo a nós, humanos, pobres mortais que só pensam em consumir e destruir. Irei para sua casa, não me importo com o estado de sua residência, só quero me afastar daquelas... pessoas. – bufou.”
Estou te incomodando? Se estiver, mande-me embora. Sou folgado e sem caráter,
portanto não me retirei sem que me expulse. Quer que eu fique? Oh, sente-se meu
caro, traga-me mais uma bebida. Dê a esse velho fígado seu ultimo suspiro.
Traga-me um cigarro, dê a esses velhos pulmões cinzentos uma ultima respirada.
Se um dia eu morrer, não há de ser por falta de felicidade, meu senhor. A
felicidade é momentânea, contudo, os momentos felizes, tornam-se inesquecíveis.
Ou não. Eu nunca tive um, crê? Ou será que sim? Pois bem, viu? Nada é inesquecível.
Tudo se esquece. Tudo se substitui. Sente-se, vamos papear até o sol raiar.
Ouça-me, minha história quase chega ao fim, assim como as batidas de meu coração, então deixe-me continuar antes que eu chute o balde [...]
Ouça-me, minha história quase chega ao fim, assim como as batidas de meu coração, então deixe-me continuar antes que eu chute o balde [...]